18/10/1859
06/07/1915
Ocupação: Pioneiro de Dourados
O homem que dá nome à principal avenida da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul , (Dourados) se chamava Marcelino José Pires Martins. Natural de Jataizinho (PR), nasceu no dia 18 de outubro de 1859 - filho de José Francisco Martins.
De acordo com o historiador, Rozemar Mattos, Marcelino Pires veio para o então Mato Grosso entre 1882 e 1885 e casou-se em 1886 Eulália Ferreira Garcia, que também é nome de rua em Dourados (Eulália Pires).
Marcelino morou com a família na região de Santa Terezinha, atual município de Itaporã, onde plantou café, mas não teve sucesso devido as fortes geadas.
Em Dourados teria chegado em 1903, onde nasceram os outros cinco filhos. Ele já tinha sete, que nasceram antes de sua chegada ao povoado.
Ainda de acordo com o historiador, Marcelino tomou posse de uma grande área de terras denominada Fazenda Alvorada. A área reservada à povoação de Dourados foi extraída de parte das posses de Marcelino Pires e Joaquim Teixeira Alves.
Em 1909, Marcelino foi fiscal do prefeito de Bela Vista no então povoado de Dourados. “Alguns historiadores sugerem que o pioneiro Marcelino denominou esta localidade de São João batista de Dourados, no entanto, nenhum documento neste sentido foi encontrado”, afirma Rozemar.
Marcelino Pires morreu aos 56 anos de idade, 6 de julho de 1915, quatro meses após a instalação do Distrito de Paz. Sua morte foi a primeira a ser registrada no Cartório de Paz de Dourados. Entre os parentes famosos, o ex-governador Vespasiano Martins, seu sobrinho.
Em artigos publicados nos jornais douradenses, há informações que Marcelino foi um vaqueiro e amansador de cavalos, que veio trabalhar para o fazendeiro Joaquim Tenório Barbosa. Primeiro morou em Maracaju, em 1881.
“Esse antigo proprietário rural, abastado de posses, era também o tutor da moçoila Eulália Garcia. Com ela o rapaz se casou em 1884 aos 25 anos de idade, a moça tinha 13. Após o nascimento dos sete filhos desse matrimonio, Marcelino Pires se mudou para a Colônia Santa Terezinha”, dizia o texto.
Fonte:CAMPO GRANDE NEWS
Acervo Memorial da prefeitura de Dourados ainda consta:
Antes da colonização do homem branco o município de Dourados era habitado pelas tribos Terena e Kaiwa cuja presença dos descendentes é marcante até os dias atuais constituindo uma das maiores populações indígenas do Brasil.
Fundada em 10 de maio de 1.861, a Colônia Militar de Dourados, sob o comando de Antônio João Ribeiro, quando ocorreu a invasão paraguaia. Por este fato, a região tornou-se lendária.
No final do século XIX vieram para Mato Grosso, algumas famílias originárias dos Estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo em busca de novas terras no oeste do país.
Dado o acentuado progresso verificado na região e pelas notícias sobre a fertilidade da terra, aluíram novos colonizadores em demanda da exploração dos extensos ervais nativos impulsionado pela ação da Companhia Mate Laranjeira S/A, que deteve o monopólio da exploração dos ervais em toda a região, entre os anos de 1882 e 1924, destacou-se também o desenvolvimento da cultura pastoril e da construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, entre 1904 a 1914.
Entre os colonizadores, se destacava Marcelino Pires, homem resoluto, dotado de uma coragem extrema e possuidor de grande ardor pelo trabalho da lavoura e pecuária. Marcelino Pires se dedicou com maior intensidade à criação de gado, ocupando vastíssima área de terras, onde se localiza atualmente a cidade de Dourados.
Em 20 de dezembro de 1935, com áreas desmembradas do município de Ponta Porã, através do Decreto nº 30 do então Governador do Estado, Sr. Mário Corrêa da Costa foi criado o município de Dourados.
A colônia agrícola de Dourados, criada em 1943, com uma área de 50.000 hectares, reservado em 1923 para a colonização, passou a integrar Dourados pelo Decreto de elevação à categoria de município em 1935 atraindo para a região tantas levas de imigrantes brasileiros e estrangeiros, principalmente japoneses, que se dedicaram notadamente ao cultivo de café.
5
Flores recebidas
5
Velas acesas